Como felicidade, percepção e ambiente moldam o seu potencial

Três livros de Shawn Achor sobre sucesso, energia e crescimento

Muita gente acredita que a felicidade vem depois do sucesso.

A lógica mais comum é esta: primeiro eu conquisto alguma coisa, atinjo uma meta, provo meu valor, venço uma fase difícil… e só então posso me sentir feliz. Como se a felicidade fosse um prêmio no final do caminho.

Mas Shawn Achor propõe justamente o contrário.

Ao longo de três livros — O Jeito Harvard de Ser Feliz, Por Trás da Felicidade e Grande Potencial — ele apresenta uma ideia poderosa: a felicidade não é apenas consequência de uma vida bem-sucedida. Em muitos casos, ela é uma condição que ajuda a construir essa vida.

Quando você junta as ideias desses três livros, surge uma visão muito interessante sobre desenvolvimento pessoal. O crescimento não depende apenas de esforço bruto. Ele passa por três dimensões centrais: estado interno, percepção da realidade e ecossistema de crescimento.

Em outras palavras: felicidade, percepção e ambiente moldam o seu potencial.

A felicidade não é o final. Ela pode ser o ponto de partida.

Em O Jeito Harvard de Ser Feliz, Shawn Achor apresenta a tese que talvez seja a mais conhecida de sua obra: um cérebro em estado mais positivo tende a funcionar melhor.

Isso não significa viver em euforia, negar problemas ou fingir que está tudo bem. A ideia não é romantizar a realidade, mas reconhecer que o estado mental com que você enfrenta a realidade altera profundamente a forma como você pensa, aprende, reage e persevera.

Segundo essa lógica, a felicidade funciona como uma base operacional. Ela aumenta energia, criatividade, resiliência e capacidade de aprendizado. E isso melhora a performance.

Essa inversão é importante porque muda a forma como olhamos para a vida. Em vez de adiar a felicidade para “quando tudo der certo”, passamos a enxergá-la como parte do processo de construir algo melhor.

Não se trata de esperar um dia ideal. Trata-se de cultivar uma mente mais construtiva agora.

Os 7 princípios que tornam a felicidade uma vantagem

Dentro desse primeiro livro, Shawn Achor organiza sua visão em princípios práticos. O ponto central é que um cérebro mais positivo não apenas se sente melhor, mas também tende a operar melhor.

Entre as ideias mais marcantes, está o entendimento de que o cérebro pode ser treinado para procurar mais oportunidades do que ameaças. Em vez de ficar preso apenas ao risco, ao erro e ao problema, ele pode aprender a identificar saídas, alternativas e recursos.

Esse treino mental aparece em conceitos como o efeito Tetris, que representa justamente a capacidade de escanear o ambiente em busca de padrões positivos e possibilidades. Não é algo automático. É fruto de repetição, atenção e hábito.

Outro ponto forte é o Círculo do Zorro, que mostra como recuperar o controle em momentos de crise. A ideia é simples e poderosa: em vez de tentar dominar tudo de uma vez, você começa pelo que está ao seu alcance. Pequenas vitórias ajudam a reconstruir estabilidade, confiança e movimento.

Também chama atenção a regra dos 20 segundos, que fala sobre reduzir atritos para começar bons hábitos. Quando você facilita a entrada de uma ação positiva na rotina, a chance de executá-la aumenta muito.

O fechamento desse raciocínio aponta para algo essencial: em momentos difíceis, não se isole. O apoio social não é detalhe. Ele é parte da sua capacidade de resistir, recomeçar e crescer.

O problema nem sempre é só a realidade. Às vezes é o filtro.

Se o primeiro livro fala do estado interno, Por Trás da Felicidade aprofunda uma camada diferente: a forma como interpretamos o que acontece.

Aqui a ideia central não é negar a realidade objetiva. Um fato continua sendo um fato. Um problema continua sendo um problema. Mas a experiência que temos desse fato é fortemente moldada pela interpretação que fazemos dele.

Duas pessoas podem viver algo semelhante e sair dessa experiência com leituras completamente diferentes. Uma se paralisa. A outra encontra algum espaço de ação. Uma vê apenas perda. A outra consegue perceber aprendizado, ajuste ou direção.

Isso acontece porque a mente não apenas recebe a realidade. Ela organiza, filtra, destaca e interpreta.

Quando estamos tomados por ansiedade, pessimismo ou exaustão, nossa leitura tende a distorcer risco, progresso, futuro e possibilidades. O cérebro começa a esconder rotas de solução.

Por isso, muitas vezes, a grande mudança não começa em “trocar de vida”, mas em aprender a ler melhor a vida que já está acontecendo.

As 5 habilidades para remapear a sua percepção

Nesse segundo livro, Shawn Achor apresenta habilidades para reorganizar esse mapa mental.

A primeira delas é a ideia de ampliar pontos de vista. Quanto mais perspectivas você consegue enxergar sobre um problema, maior a chance de encontrar uma rota mais vantajosa e mais acionável.

Depois vem a noção de cartografia mental, isto é, redesenhar conscientemente os caminhos internos que você percorre quando pensa, interpreta e decide. Em vez de alimentar rotas mentais automáticas que levam sempre ao pior cenário, você aprende a interromper esse fluxo e buscar leituras mais úteis.

Outro ponto importante é aproximar objetivos distantes por meio de marcos menores. Pequenas vitórias ajudam a reforçar a sensação de progresso e tornam o cérebro mais receptivo a continuar.

Há também o cancelamento de ruído, que talvez seja uma das ideias mais necessárias para o nosso tempo. Nem toda informação merece sua atenção. Nem toda opinião merece espaço. Nem todo estímulo precisa entrar. Aprender a baixar o volume de distrações, pessimismo e excesso de ruído é uma forma concreta de preservar energia mental.

Por fim, surge a inserção positiva: criar rituais, ambientes e práticas que alimentem sua energia em vez de drená-la. Aqui entram coisas simples, mas poderosas: organização do ambiente, celebração de pequenas conquistas, pausas intencionais, relações saudáveis e hábitos que ajudam sua mente a permanecer mais estável.

Você não cresce sozinho

Em Grande Potencial, Shawn Achor amplia ainda mais a conversa. Se os primeiros dois livros tratam da mente e da percepção, este terceiro coloca foco no ambiente.

A grande tese aqui é que o potencial individual possui um limite quando funciona de forma isolada. Existe um teto para o crescimento solitário. Esse teto pode subir ou descer de acordo com o ecossistema em que a pessoa está inserida.

Isso muda muita coisa.

Porque, nesse modelo, não basta ser talentoso. Não basta se esforçar muito. Não basta querer crescer. O ambiente, as relações e a qualidade das conexões ao redor influenciam diretamente até onde você consegue ir.

Um grupo que encoraja, reconhece, apoia e colabora aumenta a capacidade de cada indivíduo. Já um ambiente competitivo de forma tóxica, drenante ou desorganizada limita o potencial até dos mais capazes.

Essa é uma ideia muito forte para trabalho, família, amizades, liderança e até rotina pessoal.

Não existe desenvolvimento totalmente isolado. Em algum nível, o crescimento é sempre relacional.

Liderança, reconhecimento e força do ecossistema

Um dos pontos mais interessantes de Grande Potencial é mostrar que liderança não é apenas cargo. Ela pode surgir em qualquer posição.

Quando alguém fortalece o ambiente, reconhece o outro, encoraja o crescimento coletivo e ajuda a expandir recursos emocionais e cognitivos do grupo, essa pessoa já está exercendo liderança.

O reconhecimento também deixa de ser visto como agrado superficial. Ele passa a ser entendido como ferramenta real de expansão do potencial. Celebrar conquistas, valorizar esforço e reforçar comportamentos saudáveis ajuda a elevar o padrão de todo o sistema.

Ambientes saudáveis não crescem só por produtividade. Crescem por qualidade de vínculo, clareza de direção e proteção contra desgaste desnecessário.

Isso vale para equipes, casais, famílias, grupos de estudo, projetos e amizades.

O ecossistema certo não apenas ajuda você a performar melhor. Ele ajuda você a permanecer inteiro enquanto cresce.

A engrenagem de alta performance: felicidade, percepção e ambiente

Quando olhamos para esses três livros juntos, fica mais fácil enxergar a lógica completa.

Primeiro, você trabalha o seu estado interno. Isso é felicidade como base operacional, como energia para agir com mais criatividade, resiliência e presença.

Depois, você trabalha a sua percepção. Isso significa aprender a interpretar a realidade de maneira mais vantajosa, mais clara e menos dominada por ruídos inúteis.

Por fim, você trabalha o seu ambiente. Ou seja, fortalece as relações, ajusta o ecossistema e cria condições para que o crescimento não dependa apenas da sua força individual.

Esse trio forma uma engrenagem poderosa.

Pensar melhor leva a enxergar melhor.
Enxergar melhor leva a se conectar melhor.
E se conectar melhor amplia o seu potencial.

Um check-in diário para aumentar a felicidade e a sua energia

Se fosse para transformar tudo isso em algo prático, a melhor saída seria um pequeno check-in diário.

Nada complexo. Apenas uma pausa consciente para recalibrar mente, percepção e ambiente.

Você pode começar com três perguntas:

1. Como está meu estado mental hoje?

Estou operando em modo de ameaça ou em modo de construção?
Que micro-hábito poderia me recentrar hoje?
O que pode aumentar minha energia em vez de drená-la ainda mais?

2. Como estou interpretando a minha realidade?

O que aqui é fato e o que é só filtro da minha ansiedade?
Que outras perspectivas existem sobre esse problema?
Onde pode estar a oportunidade de aprendizado, ajuste ou avanço?

3. Meu ambiente expande ou limita o meu potencial?

As pessoas ao meu redor me energizam ou me drenam?
Que conversa eu preciso ter?
Quem pode me ajudar a enxergar uma rota melhor?

Esse check-in não resolve tudo de uma vez. Mas ele tira você do automático. E isso já muda muita coisa.

Conclusão

Talvez o próximo nível da sua vida não dependa apenas de trabalhar mais duro.

Talvez ele dependa de pensar melhor, enxergar melhor e se conectar melhor.

Essa é uma das grandes contribuições que surgem quando unimos O Jeito Harvard de Ser Feliz, Por Trás da Felicidade e Grande Potencial. Shawn Achor mostra que desenvolvimento pessoal não é apenas disciplina cega, esforço isolado ou cobrança constante. Existe uma dimensão mais humana e mais inteligente no crescimento.

A felicidade não precisa ser tratada como um luxo que só chega no final.
A percepção não pode ser ignorada como se fosse detalhe.
E o ambiente não é apenas cenário. Ele participa daquilo que você se torna.

No fim das contas, crescer bem talvez seja isso:
cultivar uma mente mais construtiva, uma leitura mais clara da realidade e um ecossistema que expanda o melhor de você.

Assista ao vídeo completo no canal Jornada de Crescimento

Livros citados

O Jeito Harvard de Ser Feliz – https://amzn.to/4tuGfSX

Por Trás da Felicidade – https://amzn.to/4cWrQJb

Grande Potencial – https://amzn.to/48jAezN

Você não perdeu o ânimo, você perdeu a sensação de avanço!

O erro de depender da motivação

Começar é fácil. O difícil é continuar quando a empolgação acaba. Todo projeto nasce envolto em uma espécie de mágica: existe energia, entusiasmo, expectativa e uma sensação quase elétrica de possibilidade. O cérebro é inundado de dopamina porque novidade é combustível mental. Sair do zero parece um salto gigantesco. Dobrar de um para dois é impressionante. O progresso inicial é rápido, visível e recompensador. Mas conforme o tempo passa, o crescimento desacelera, a novidade desaparece e aquilo que parecia extraordinário começa a se tornar repetitivo. É nesse ponto que a maioria das pessoas trava.

O erro está em depender da motivação para sustentar algo que exige estrutura. O começo é emocional. Ele é movido por identidade, expectativa e imaginação. Mas continuar exige repetição, manutenção, ajuste e refinamento. E manutenção não é empolgante. Ela não tem glamour. Ela exige esforço contínuo, enquanto a motivação funciona apenas em picos. Um esforço pontual pode ser intenso e produtivo, mas projetos reais dependem de constância. E constância não nasce da euforia; nasce de processo.

Além disso, existe uma fantasia perigosa de consistência infinita. Não existe cem por cento de consistência em uma janela longa de tempo. Haverá dias ruins, semanas improdutivas, imprevistos, cansaço, problemas familiares e momentos de dúvida. A força de vontade é limitada. Ela consome energia física e mental. Depender exclusivamente dela é como tentar manter uma máquina funcionando sem manutenção preventiva. Funciona por um tempo, mas inevitavelmente entra em colapso.

Por que você trava no platô

É justamente quando a fase inicial termina que surge o platô. A dopamina diminui, o progresso desacelera e a repetição começa a dominar o processo. O que antes era novidade agora vira rotina. E a rotina, quando não é estruturada, vira desgaste.

O cérebro começa a questionar se vale a pena continuar. Sem a excitação do início, cada passo parece mais pesado. A repetição exige disciplina, e disciplina sem estrutura se transforma em exaustão. Muitas pessoas interpretam esse momento como falta de talento ou falta de vocação, quando na verdade é apenas a transição natural entre empolgação e manutenção.

O platô não é sinal de fracasso. É sinal de que o projeto deixou de ser emoção e passou a exigir método.

Sistema, não força de vontade

Disciplina sem estrutura vira desgaste. Se você não cria um sistema que reduza o atrito, cada ação exige esforço excessivo. E quanto maior o atrito, maior a resistência do cérebro. O ambiente importa. O horário importa. A organização importa. Pequenos obstáculos acumulados drenam energia.

Reduzir fricções — preparar o ambiente, eliminar distrações, definir claramente o próximo passo — não é detalhe, é estratégia. O cérebro evita aquilo que exige energia desnecessária. Se o processo é pesado, ele será abandonado.

Outro erro comum é trabalhar com objetivos grandes demais e abstratos demais. Sonhar com metas para dez, vinte ou trinta anos pode ser inspirador, mas também pode gerar paralisia. O cérebro opera melhor em horizontes curtos e concretos. Metas específicas, mensuráveis e de curto prazo oferecem clareza. Quando o objetivo é tangível, ele deixa de ser ansiedade e passa a ser ação. Trazer o futuro para uma janela menor reduz a distância psicológica e aumenta a capacidade de execução.

Pequenas vitórias e energia mental

Dentro desse processo, pequenas vitórias têm um papel fundamental. O cérebro precisa de feedback. Se o progresso é invisível, surge dúvida: “Será que estou avançando?” Se o progresso é visível, surge reforço positivo. Métricas claras, marcos definidos e acompanhamento constante transformam esforço em evidência.

Dez páginas lidas, cem gramas perdidas, uma meta financeira atingida, um treino concluído — esses pequenos marcos alimentam a dopamina que sustenta o engajamento. O avanço visível reduz a incerteza e mantém o fluxo. Pequenas conquistas não são detalhes; são combustível psicológico.

Como finalizar projetos de verdade

Mas há ainda um fator mais silencioso e igualmente perigoso: os laços mentais abertos. Projetos sem definição clara de fim consomem atenção residual. Tarefas inacabadas ocupam espaço mental. Uma mesa bagunçada pode representar várias decisões pendentes. Notificações acumuladas são múltiplos ciclos em aberto. Cada pendência consome energia cognitiva.

Finalizar não é apenas concluir uma tarefa; é liberar recursos mentais. Quando você define claramente o que significa terminar algo, você fecha ciclos e recupera foco. Muitos projetos não avançam porque não têm um critério claro de conclusão. Quando exatamente aquilo acaba? Qual métrica define sucesso? Se não há clareza, não há encerramento psicológico.

Por fim, manter um projeto vivo exige autoanálise constante. Sistema não é algo fixo; ele precisa ser ajustado. É necessário perguntar: onde está o desgaste? O desafio está adequado ou está excessivo? Está fácil demais ou difícil demais? O fluxo acontece quando existe equilíbrio — quando o desafio é suficiente para exigir esforço, mas não a ponto de gerar bloqueio.

No fundo, continuar não é uma questão de ter mais força de vontade. É uma questão de gastar menos energia com o que não importa e organizar melhor o que importa. Começar é emocional. Continuar é estrutural. Quem depende apenas da motivação vive recomeçando. Quem constrói sistema sustenta sonhos.

Livros de referência

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– O Poder do Hábito – https://amzn.to/3MULqvh

– Hábitos Atômicos – https://amzn.to/3N4yCm2

– Essencialismo – https://amzn.to/4l3bkJS

– A Única Coisa – https://amzn.to/4l0ILN1

– A Tríade do Tempo – https://amzn.to/4l670tw

– GTD – A Arte de Fazer Acontecer – https://amzn.to/4cSX6cr

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– Nudge – https://amzn.to/4kXrPag

2026 – Eu avanço com consciência, consistencia e respeito aos meus limites.

2025 foi um ano intenço. 
A notícia da gravidez da minha esposa criou todo um novo panorama na minha cabeça e diversos gatilhos e projetos foram iniciados para essa nova fase da nossa vida em família. Todo um ambiente e rotina começaram a ser mudados.

A revisão do meu planejamento de longo prazo foi a primeira e mais fácil delas. Planos que estavam agendados para “quando tivéssemos” começaram a ser “planos atuais” e todo o sistema de valores e princípios foi mudando junto. 

O próprio Chat GPT calculou, operei entre 130% a 145% da minha capacidade. E o corpo e a mente cobraram seu preço. 

Esse ano, esse mantra foi criado, pois após um ano de sobrecarga, um ano de consolidação é necessário. Então, o foco esse ano é manter a consistência, sem perder a consciência de onde estou, como estou e onde quero chegar e como quero chegar, e para isso respeitar meus limites esse ano deve ser prioridade.
Bem-vindo, 2026.

14 Livros que Li em 2024

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Você Está Vivendo no Automático ou Criando Uma Rotina Intencional?

Você já terminou um dia com a sensação de que ele simplesmente escorreu pelas suas mãos?
Acordou, fez o que tinha que fazer, atendeu as demandas, comeu qualquer coisa, resolveu uns problemas, deitou… mas não sentiu que o dia teve sentido?

Essa sensação, que muitas pessoas experimentam com frequência, é o sintoma clássico de uma rotina vivida no piloto automático.

O perigo de viver no automático

Quando vivemos no automático, não estamos vivendo de fato — estamos apenas reagindo.

O cérebro humano, como mostra o livro O Poder do Hábito, é programado para economizar energia. Ele tenta transformar tudo em rotina repetitiva, porque isso demanda menos esforço. O problema começa quando essa rotina se forma sem intenção, ou seja, sem clareza de propósito.

No livro Essencialismo, Greg McKeown é direto:

“Se você não escolhe suas prioridades, alguém vai escolher por você.”

E é exatamente isso que acontece: quando não temos clareza sobre o que importa, a rotina é ocupada por demandas dos outros, distrações, urgências e tarefas vazias. No fim, passamos os dias ocupados… mas não realizados.

Rotina automática vs rotina automatizada

Essas duas palavras podem parecer semelhantes, mas têm significados bem diferentes:

  • Rotina automática é aquela que acontece sem você pensar. Você acorda, pega o celular, toma banho correndo, come qualquer coisa, e responde o dia inteiro a estímulos. Você é controlado pelas notificações, pelos compromissos, pelo ambiente. Você reage.
  • Rotina automatizada é completamente diferente. Ela também flui com naturalidade — mas foi planejada antes. É uma rotina pensada, com rituais e sistemas que te direcionam todos os dias na direção do que realmente importa para você. Nela, você age com intenção.

Uma é cansativa e improdutiva.
A outra é leve, realizadora e te aproxima dos seus objetivos.

Decida o que realmente importa

Antes de criar qualquer rotina eficiente, é necessário dar um passo atrás e se perguntar:

  • O que é importante para mim?
  • Qual é meu objetivo neste ano?
  • O que preciso conquistar este mês?
  • Qual seria um “bom dia” para mim?

Se essas respostas não estão claras, a sua rotina será ocupada por qualquer coisa. É como diz a frase:

“Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”

E o pior é que, se você não preenche o seu dia com o que é importante, ele será preenchido com o que é circunstancial.

Christian Barbosa, em A Tríade do Tempo, explica que a maior parte do nosso tempo é desperdiçada com:

  • 🔴 Tarefas circunstanciais (sem sentido, que apenas aparecem)
  • 🟠 Tarefas urgentes (importantes que foram deixadas para depois)
  • 🟢 E só uma pequena parte com o que realmente importa (atividades que nos aproximam da vida que queremos)

A meta deve ser clara: aumentar o tempo gasto com o que é importante.

Crie sistemas e rituais que te sustentem

Uma rotina intencional exige ferramentas, não força de vontade. Você não precisa ser uma máquina ultra-disciplinada — você precisa de sistemas que sustentem seus hábitos.

Exemplos práticos:

  • Use agenda ou blocos de tempo para proteger atividades importantes (ex: leitura, treino, estudo).
  • Crie rituais: como fazer café e ir direto para o caderno ou um cantinho de leitura.
  • Utilize recompensas conscientes para seu cérebro associar prazer ao hábito (ex: um café quente durante a leitura matinal).
  • Evite decisões repetitivas: deixe claro o que será feito e em que horário — isso evita fadiga mental.

Como diz James Clear em Hábitos Atômicos:

“Você não sobe ao nível das suas metas. Você cai ao nível dos seus sistemas.”

Você é o que repete

Tudo que você repete se torna parte de quem você é.
A rotina não é apenas o que você faz — é o que você se torna.

Se você acorda todos os dias e pega o celular, sem pensar, isso não é só um hábito: é parte da identidade que você está reforçando.

Mas se você acorda, cuida do corpo, lê, reflete e planeja o dia… você está moldando um “eu” mais forte, mais claro, mais realizado.

Portanto, antes de pensar “O que eu quero fazer?”, experimente perguntar:
Quem eu quero ser?
E quais hábitos essa pessoa teria?

Reflexão final

Rotina não é inimiga da liberdade.
Rotina é o caminho para a liberdade de viver uma vida com sentido.

Se você quer se sentir realizado, com propósito e energia, a mudança começa por aí:
Pare de viver no automático. Comece a viver com intenção.

Exercício prático:

Pegue um papel e escreva:

  • Três coisas que são importantes para você e que você quer priorizar esta semana.
  • Um hábito que você pode automatizar para reforçar essa intenção.
  • Um horário fixo do dia para isso acontecer.

Comece pequeno. Comece hoje.

Livros de referência:

A Tríade do Tempo – Christian Barbosa – https://amzn.to/42HOjo7

O Poder do Hábito – Charles Duhigg – https://amzn.to/3XX19wc

Essencialismo – Greg McKeown – https://amzn.to/4cw1coM

A Única Coisa – Gary Keller – https://amzn.to/4j7jXBj

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FAÇA REVISÕES

É complicado quando o final do ano vai se aproximando e um novo ciclo vai começar. A princípio, não é nada de mais, apenas uma data, uma virada de página no calendário, ou um novo ano jurídico/orçamentário para administrar. Porém, muitas pessoas fazem dessa época, mais especificamente o dia 31 de dezembro e o dia 01 de janeiro, um grande marco de mudanças. E tem toda uma ritualística que pode ser invocada para essa época e para essa data. E para muitos isso é importante. Então, vou aproveitar esse momento para despejar um pouco das coisas que tenho costume de fazer no final de ano, e a primeira delas é a revisão!

O QUE É O ATO DE FAZER UMA REVISÃO?

Adoro esse conceito de revisão, pois ele traz em três significados que nos abres novas portas no nosso passado. O primeiro significado é o de rever, olhar de novo, então olhamos de novo o nosso mês que passou, revemos o trimestre, o ano. O segundo significado é o da nova leitura, olhamos nosso passado e lemos ele novamente e podemos dar uma nova interpretação para as coisas que aconteceram, ressignificar. E por último fazer um novo exame, reavaliar as coisas que aconteceram e quem sabe entender melhor o que aconteceu e por que aconteceu.

Logo, o ato de realizar uma revisão, no nosso caso uma revisão de final de ano, é relembrar o que aconteceu esse ano passado, agora com uma visão mais crítica dos acontecimentos e de seus desdobramentos, e avaliar o que foi feito ou deixado de fazer e por quê.

Minhas listas

Começamando o processo revisão, vou direto para minhas listas de objetivos e metas, e começo a avaliar o que foi feito, o que foi parcialmente feito e que não se pode fazer e o que foi abandonado.

Lista são sempre um bom começo e uma base para o proximo ciclo. Porem é interessante olhar para a liste e se perguntar sobre o que se manteve relevante, o que realmente gerou o resultado que se desejava.

A satisfação da conquista e questionar isso é um passo importante para que você mantenha em sua mente seus objetivos que realmente construam a vida que você sonha.

Esse é um processo cansativo eu sei, se você quiser ir pulando as coisas, blz! Mas isso é o que eu faço, e fique a vontade para usar ou descartar as coisas.

Resumir o ano

Toda semana, faço o resumo da semana, todo mês faço o resumo do mês e depois confronto com o resumo da semana, e adiciono coisas no resumo do mês que são importantes, mas acabei esquecendo. E quando chega o final do ano, faço o mesmo, tento resumir o ano. Finalizado o texto do ano, releio o texto dos meses e tento trazer o que de importante foi esquecido.

O tempo é cada vez mais relativo, e muitas vezes nosso cérebro se prende a última sensação mais forte, e acaba esquecendo das outras, escrever, ler, reescrever e reler essas passagens ajuda a sua mente, primeiro a lembras dos detalhes e coisas importantes do ano, segundo a dar o volume devido à passagem do tempo, e não só uma leve lembrança do que foi o ano.

Isso nos lembra inclusive de preencher nossos dias com coisas boas, gostosa, divertidas e realizadoras, fazendo a gente se sentir cada vez mais vivo.

Reler sua declaração de vida

Uma das coisas que eu trouxe da gestão estratégica e de projeto para o planejamento pessoal é a visão, missão, valores e princípios. E ainda mais, o escopo e o não escopo.

Quando você descreve o seu desejo de vida, ele tem que ter uma forma, ele tem que ter bases. “Quero ficar rico”, a que custo? Como você vai ser quando estiver rico? O que vai ter lá? O que não vai ter?

Reler e ver se o que esta naquele papel ainda faz sentido ou não para você. Se seu coração acelera ao ler e imaginar esse futuro.

Se precisar de ajustes, ajustamos, se não, continuamos ali focados naquilo com um desejo ardente. Sem desejo ardente, não tem graça.

Roda da Vida

Minha esposa me odeia por isso, mas adoro quantificar as coisas e a ferramento da Roda da Vida acho maravilhosa para isso. Ela é dividida em dose eixos, cada um para um aspecto da vida, e esses eixo se agrupam de tres em tres para formarem 4 grandes áreas da vida.

Cada eixo tem uma escala de 0 à 10, e cada um atribui seu proprio sentido a essa escala. Eu por exemplo coloco o 10 como algo extraordinario, outras pessoas colocam o 10 como o bom do dia a dia.

Quantificar esses eixos me ajuda a ver como eu me sinto em relação a casa area da minha vida. E a ter uma visão mais pragmatica do que aconteceu.

Fim da Revisão

Isso realmente acaba me tomando um grande tempo do final de ano, às vezes um dia, às vezes até dois. Mas é algo que eu gosto de fazer e me dá entendimento sobre o que eu tenho feito e onde eu sinto que tenho que melhorar.

4 ESTRATÉGIAS BÁSICAS PARA SEU FUTURO

No livro “Adeus, Aposentadoria” de Gustavo Cerbasi, é nos apresentado algumas ideias e estratégias para se organizar para o seu futuro em uma idade avançada, ou para a dita “aposentadoria”, se ela ainda existir, seja em que formato for.

Aqui vamos falar sobre 4 estratégias básicas que você deve ter, a medida do possível, dentro do seu planejamento financeiro, ou pelo menos começar a construir a ideia de tê-las, para se proteger minimamente dos intemperes da vida, ou ainda no caso pior de você não vir a mais estar com sua família.

1 – CONTRIBUA MINIMANTENTE O MINIMO COM O INSS

O teto do INSS vem diminuindo ao longo dos anos, e não a sinal que isso vá mudar. Porem o retorno base vem aumentando. Então, em uma estratégia para o futuro, o mínimo tende a render mais.

2 – TENHA PELO MENOS UMA PREVIDENCIA PRIVADA

A previdência privada é um instrumento que te permitirá um bom acumulo de capital, com a menor incidência de imposto. A dois tipos de previdência privada, o PGBL e a VGBL. A escolha de cada um dependerá de seu planejamento financeiro e patrimonial.

3 – TENHA UM PLANO DE SAÚDE

Quanto maior a idade, maior os cuidados. Ter acesso a bons médicos e exames é essencial. Muitas pessoal podem não conseguir bancar um plano completo, mas comece com o mais simples, que da acesso a fazer exames e consultas de rotina, a prevenção na juventude evita diversos males na velhice.

4 – TENHA SEGURO DE VIDA E DE SAÚDE

Seguros são proteções contra imprevistos. E novamente, quanto mais completos melhor, porem mais caros, mas você pode começar a se proteger minimamente para já se acostumar a ter um recurso alocado para essas necessidades e ir aumentando com o tempo.

Ter essas quatro estratégias funcionando em seu planejamento financeiro, te proverá bastante tranquilidade e uma qualidade de vida pouco a cima da media, porque só mente a previdência privada pode não ser o suficiente para complementar sua renda, visto que tanto o plano de saúde e os seguros tendem a aumentar os custos com o tempo.

Logo estratégias de aquisição de renda são importantes e iremos tratar disso em outro post, mais especifico.